Uma profissional da área de Customer Success conta sobre o seu trabalho freelance para empresas estrangeiras e como ela usa a Xolo Go

Xolo
Written by Xolo
on Janeiro 09, 2023

Conta um pouco pra gente quem você é, onde mora e no que você trabalha

Meu nome é Gabrielle, e sou de Londrina, no Paraná, mas hoje moro em Itacaré, na Bahia.

Faz 3 anos que moro aqui e é um lugar muito especial pra mim. Sou muito grata por ter tido a possibilidade de fazer essa escolha, e  poder trabalhar de forma independente tem tudo a ver com isso.

Já fui concursada da Caixa Econômica Federal, sou advogada de formação (até hoje não tive coragem de cancelar minha OAB), mas desde nova tinha esse desejo de ser livre no meu trabalho, e logo que me formei pedi demissão e saí do Brasil, passei quase 10 anos fora no total.

Estando fora, tive a oportunidade de criar um projeto de um curso de idiomas online, que não deu muito certo, mas me abriu as portas para o universo das start-ups, onde estou até hoje.

Trabalhei de forma remota um tempo para uma empresa argentina no Customer Success, e depois passei alguns anos tendo meu próprio negócio online, de video-marketing.

Hoje, depois da pandemia,  estou de volta ao Customer Success, nesse ambiente de start-up, que é algo que gosto bastante, pela liberdade e flexibilidade que existe no trabalho.

Você falou um pouco sobre o gosto pela liberdade do trabalho independente. Tem algo mais que te motiva nesse sentido, que faz com que essa escolha faça sentido para você?

Para mim poder trabalhar de onde quero é algo muito valioso, posso dizer que é minha prioridade profissional. Apoio muito o trabalho remoto, quando ele é possível.

Além disso tem outra coisa que é muito importante pra mim: eu sou compositora e cantora (tenho algumas músicas no Spotify), e às vezes, se vem alguma inspiração no meio do dia, é maravilhoso poder parar meia hora o que estou fazendo para escrever o rascunho de alguma música. 

Acho que sempre tive o espírito meio livre nesse sentido, e apesar das dificuldades que às vezes aparecem, não me vejo em outro formato de trabalho.


Já falamos das coisas boas, agora conte pra gente quais foram seus maiores desafios

Acho que o maior desafio é a prospecção de clientes. Você até pode errar em outras coisas, mas se erra na prospecção não entra dinheiro para pagar as contas, e isso pode ser muito estressante. 

Meu maior aprendizado acredito que tenha sido aprender a fazer isso, especialmente quando tive meu negócio de video-marketing. 

Receber um não muitas vezes afeta a auto-estima da gente. E quando a gente trabalha sozinho, executamos várias funções, desde vendas, marketing, no meu caso a produção dos vídeos e várias outras coisas. É impossível ser um especialista em tudo, e um não que você recebe afeta a sua auto-estima em cada detalhe dos trabalhos que você não faz perfeitamente.

É um pouco injusto porque empresas grandes tem diversas pessoas, cada uma para uma função, e por isso hoje entendo que o valor que eu trago é exatamente saber fazer um pouco de tudo, de saber conectar diferentes áreas de conhecimento.

Mas quando você está no meio do furacão, pode ser difícil ter o distanciamento necessário para enxergar seu próprio valor. Especialmente a cada não que você recebe quando prospecta, especialmente no início.

Por isso, hoje prefiro deixar minhas emoções focadas na minha música, e quando preciso prospectar, é outra área da mente que tem que estar ativada. A gente precisa ser objetivo e enxergar o que o cliente precisa, e não o que a gente precisa ou quer sentir. 

Que conselho você daria para pessoas começando a trabalhar de forma independente, especialmente os que querem prospectar no exterior?

Claro que o primeiro conselho seria investir pesado no inglês. Mas investir no inglês acho que não tem que ser algo que você faz somente pelo trabalho. Tem que ser uma curiosidade, um amor pelo novo, pela descoberta de outras formas de pensar e existir. Aí o processo de aprendizado fica mais leve e você ganha muito como pessoa, também. 

E na hora de você investir nos seus prospectos essa abertura de espírito também vai ficar visível, vai facilitar bastante o contato e as interações.

Também é importante não se afogar nas próprias emoções. É um caminho muitas vezes solitário, cheio de inseguranças, e é impossível não errar. 

Acho que o erro tem que ser visto como uma variável inevitável do caminho, e não como um auto-martírio. Mas a teoria aí é mais fácil do que a prática.

E ser o mais objetivo possível, usar todas as ferramentas disponíveis para liberar a sua mente para as vendas e o trabalho central que você oferece. 

Conta pra gente o que você ama na Xolo e o que você acha que pode ser melhorado

Eu estou super feliz que a Xolo esteja investindo no Brasil!

Eu gosto de poder enviar um Invoice altamente profissional para meus clientes, o que me permite me posicionar como uma empresa. E de manter um controle claro sobre quanto estou faturando lá fora, com todos os detalhes que preciso para me organizar.

Achei super interessante essa preocupação em cuidar do lado brasileiro da contabilidade também, porque é uma coisa que pode ficar bem bagunçada e muitos contadores aqui não estão acostumados a trabalhar com exportação de serviços. A gente acaba pagando mais imposto do que seria necessário por conta disso. 

Acho que seria legal integrar cada vez mais as duas contabilidades, a do lado do cliente estrangeiro e a minha aqui no Brasil. 

Acredito que seja esse o objetivo da Xolo e estou super feliz que vocês estejam chegando no Brasil, gosto muito da cultura da empresa e desejo muito sucesso!

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